13 de abr de 2012

fim.

depois de tanto desprezo, ela olha pra ele e já não há fogo, não há borboletas no estômago, não há poesia. nada voltará a ser como antes, nada vai mudar o que foi. não viverão com nenhuma outra pessoa o que viveram juntas e dirão 'graças a Deus'. a história acabou, acabaram as comemorações todo dia13, acabaram as esperanças e acabou definitivamente a vontade de recomeçar. se o sentimento ainda perdura, não importa. o que se sente nunca importou. era só usado como desculpa pra justificar as mancadas. algum coração vai sair partido. alguém vai sair desejando não voltar a amar pelos próximos dez anos. alguém vai querer mudar de casa, de país, preferencialmente de continente. alguém vai ficar aliviado e isso tudo terá fim. parece que é hoje.

9 de abr de 2012

ouse conquistar a si mesmo.

o legal de um relacionamento, qualquer um, por mais instável e incerto que seja, é que você aprende a olhar um pouco mais pra dentro de si. um dia você se olha nos olhos e passa um pouco mais de tempo refletindo sobre o que você quer. no outro, o seu parceiro te abre os olhos para o que te falta e no dia seguinte, você se olha nos olhos com um pouco mais de profundidade. esse auto-conhecimento é sempre muito saudável. é sempre útil perceber que suas falhas não serão escondidas nem dele, que te conhece tão bem, nem de si próprio. é importantíssimo também perceber que ele vai embora um dia e você vai ficar apenas com você, com suas qualidades incríveis e com suas chatices cotidianas. mas é aí que, apesar de perder um amor, um parceiro, ou sei lá, você sempre ganha um pouco mais de tempo pra si. pra cuidar de si, pra se olhar nos olhos, pra perceber o que você realmente quer da vida e alcançar esses desejos, independente do outro. e aí você começa a conquistar a si mesmo. e essa é a paixão que precisa durar pra sempre.

8 de abr de 2012

amor

evite, se for possível.

2 de abr de 2012

reencontro

Quando ele chegou, por volta das 21h, ela sentiu o coração disparar. Sabia que ele estava perto, sabia que veria seus olhos brilhando em poucas horas. Sabia que poderia sorrir e ele sorriria de volta. Há dias que ela esperava ele entrar pela porta, cansado da longa viagem, segurando todas as malas, com mais livros do que roupas e uma enorme satisfação que não cabia nele, nem em uma das malas, por maiores que fossem. Quando ele finalmente cruzou a porta, se acomodou, falou com todo mundo, ela pôde finalmente dizer "seja bem-vindo" e recebê-lo com todo carinho que ela tinha e desejava dar, carinho na forma de abraço apertado, cheio de saudades, e um beijo apaixonado, é claro. Eles tinham, mas não deviam, muito medo do futuro, uma certa preocupação que a juventude tem, embora não pareça, com o que vai ser deles amanhã. Mas o amanhã que eles planejavam era bonito. Eram os dois dividindo o espaço no closet, a cama de casal, o edredon, o tempo no banho, as contas, as esperanças.  Eram os dois juntos, dividindo a vida. Eram os dois juntos, como queriam que fosse e como tinha que ser. O amanhã que eles queriam, teria viagens mundo afora ao menos uma vez no ano, teria aventuras cotidianas, teria companheirismo e não teria nunca mais a dor da distância. Ao vê-lo sentado na cama, apreciou sua beleza doce, seu jeito gentil que ela tanto admirava, e não tinha dúvidas que ele era o homem que ela mais amava no mundo e que seria bobagem procurar amor em qualquer outro. Ele sabia que ela,  pequena e risonha, sentada diante dele, era a criatura mais forte e encantadora que ele poderia encontrar na vida, que o amor que ele sentia era grande e só crescia e era com ela, não podia ser com mais ninguém, que ele queria dividir o resto da vida. Eles tinham em mente que o futuro deles estava apenas começando e que eles deveriam fazer alguns planos para tudo dar certo. E o que eles planejavam, eles alcançariam. Só que disso, eles ainda não sabiam.