10 de dez de 2012

e o coração só quer descansar

essa semana tive uma surpresa, uma inquietação, um susto, algumas lágrimas e um alívio. tudo em uma mesma noite. tudo por causa de um ciclo que se fecha. às vezes coisas ruins acontecem e você tem que decidir manter distância. é difícil porque o acaso pode querer testar a sua força de vontade e aproximar você das coisas que você quer apenas esquecer a existência. às vezes não é o acaso, é proposital. e você continua firme em manter-se distante do que dói. seja lá como for, no fim das contas, a sua decisão mais acertada pode se tornar muito fácil simplesmente porque não há necessidade alguma de decidir entre o menos doloroso. quando você luta muito para não se importar, o universo conspira contra. quando você não luta nada, simplesmente deixa de se importar porque o tempo te trouxe essa dádiva, aí sim você pode seguir em frente.

29 de nov de 2012

conversas bizarras - sem nome, endereço ou assinatura

- ah, você escreve?
- de vez em quando...
- sobre o quê?
- sobre a vida, sobre mim, sobre as pessoas... não sei explicar direito.
- já escreveu sobre mim?
- não. ainda é muito cedo, não tenho nada pra dizer sobre você, eu acho...
- eu posso te ajudar...
- por que? quer que eu escreve cobre você?
- sim, quero estar em suas memórias.
- ok, vamos lá. o que quer que eu fale?

Então me beijou como se eu fosse a última e a mais desejada desse universo. não importa se eu seria de fato, o que importava, é que eu poderia escrever sobre como ele me beija delicadamente e, ao mesmo tempo, aperta a minha cintura com força. o que importa, se é que algo importa, é como ele toca no meu corpo com suas mãos quentes e como eu seguro a minha mão entre os cabelos dele, com força, apreciando a maciez e a sensualidade do gesto tanto quanto aprecio ele tirando meu sutiã com destreza. as coisas que pouco importam estão aqui, em uma mesma cama, rindo, bebendo e fumando, como se amanhã não fosse dia útil, como se pudéssemos romper as obrigações e paradigmas de nossas vida, como se pudéssemos andar nus pela vida inteira, em qualquer lugar. Ele tira o violão que eu ainda não sei tocar da capa, pergunta se pode me dedicar uma canção. Eu acho graça, como se ele soubesse que sempre desejei um músico ou amante da música para tocar e cantar comigo. Eu acho graça que ele escolhe as músicas pops que mais me divertem e se diverte junto comigo. e também canta músicas românticas na nossa adolescencia. Na verdade, da minha adolescência, dez anos antes da dele. Eu acho bonito que ele diz que o dedilhar do violão é apenas para me conquistar para sempre, e eu respondo que ele vai, pelo menos, me conquistar essa noite. Eu acho muita graça nele, principalmente quando ele diz que acha muita graça em mim, mesmo quando não procura...

26 de nov de 2012

um homem


Um homem está fazendo a minha cabeça. Com suas ideias geniais e genuínas. Um homem me diz que amar é muito além das complicações que eu descrevo aqui, é apenas o que eu sinto simples e não o que sinto emaranhado no que quero. Um homem que escreve cartas, poemas e bilhetes. Um homem que não quer segurar minha mão para sempre, quer me ver correr livre e voltar livre em direção a ele. Um homem está deslizando meu corpo silenciosamente, deliciosamente, descaradamente. Um homem que tem sonhos impossíveis, otimistas e audaciosos. Um homem que ouve minhas perguntas muito mais interessado na origem das perguntas do que no destino das respostas. Um homem que tem os mesmos planos que eu: se permitir

25 de nov de 2012

dos galanteios

"tava vendo todas as meninas online aqui
ai
pensei assim
vou falar com a mais bonita
logo vi vc
nem procurei mais"

24 de nov de 2012

apaixonar-se

"Apaixonar-se, mas apaixonar-se de verdade, significa jogar o próprio coração no abismo — e só depois saltar atrás dele..."


18 de nov de 2012

essas bobagens

meu amor me disse que estava desacreditado no amor. essas bobagens que dizemos quando acordamos com uma certa angústia sem sentido, um vazio que temos mas só nos damos conta de vez em quando e que nos faze repensar as atitudes e os conflitos que guiam nossas decisões. essas bobagens, sabe? eu também estou, respondi. mas agora, pensando bem, não sei se é bem verdade. apenas estamos maculados e sofrendo por uma ideia maluca que nos ensinaram de que o bom mesmo é estar em par, é encontrar alguém que queira seguir junto, lado ao lado, de mãos dadas e todas essas bobagens que pensamos estar necessariamente acompanhadas do amor verdadeiro, seja lá o que isso for. tenho um pouco de raiva dessa ideia e tento fugir dela entre uma paixão e outra, entre um amor e outro. quero ir contra essa maré que nos leva a procurar desesperadamente alguém especial e, pra piorar, ser classificado como tal, precisa seguir uma infinidade de padrões.

acontece, provavelmente por acaso, de as pessoas, podem ser poucas ou pode acontecer a todo instante, nos encantarem por um motivo ou outro. e deve estar aí a magia de amar alguém. estar encantada nos primeiros minutos, e conhecê-la por anos a fio e, apesar das muitas coisas que incomodam, continuar a ver beleza e encanto em alguém. podemos chamar de amor, poderemos partir e deixar o outro seguir outro caminho e continuar amando.

de onde vem essa bobagem de querer estar perto a todo custo e de querer que ele seja só meu, quando, na verdade, eu nem sei se sou capaz de não olhar pro lado quando ele estiver distante. pelo contrário, eu quero me encantar muitas e muitas vezes e sorrir só ou acompanhada. em alguns momentos, alguém vai me fisgar de uma forma que eu não vou nem reparar nas belezas que me cercam, como já aconteceu. mas isso deve ser temporário, como tem sido. e continua sendo bonito escolher uma criatura, dentre tantas outras, e convidá-la a ficar do seu lado por uma vida inteira. mais bonito ainda se ela quiser a mesma coisa. quando começaremos a ver mais beleza em outras possibilidades? vou poder te chamar de meu amor muitas e muitas vezes, mas o bom mesmo é que você é seu, não meu, não somos de ninguém. não seja meu, não quero jogar com os sentimentos que vieram tão à vontade e bem intencionados. nem me venha com essas bobagens de filmes românticos que cercam nossa história e fazem nossa cabeça. a nossa história pode ser melhor ainda, pode ser tudo do avesso.

12 de nov de 2012

pe[r]dido

eu queria que você segurasse a minha mão porque esse mundo maluco me assusta muito. eu posso ir sozinha, eu sei. eu sou forte, eu posso me cuidar por conta própria, estou completamente ciente disto. a questão não é saber andar com os próprios pés e tomar as decisões por mim mesma, a questão é que a vida precisa ter um brilho diferente. eu te convidei pra ficar do meu lado porque tem todo esse encanto com você aqui. sem você, bem, já sabes. eu posso encher minha vida de satisfações, de objetivos, de conquistas que virão com meu suor. mas quem vai brindar comigo? quem vai ser testemunha? quem vai ser feliz junto comigo? eu escolhi você por isso, porque juntos a vida que às vezes é tão boa e às vezes é tão difícil pode ficar melhor ainda e não tão difícil assim. eu queria que você ficasse do meu lado até o fim porque até o fim eu também queria tomar conta de você. também queria ser a presença forte e amiga com quem você pode dividir as angústias e que ia te fazer sorrir apesar do caos dessa vida que escolhemos. eu queria estar do teu lado e ser tua companheira. eu queria ser cúmplice e testemunha do seu crescimento e do seu sucesso. eu ficaria feliz do teu lado, eu sei disso porque já fui e o tempo passa, mas algumas coisas - as melhores coisas, eu diria, permanecem. você também pode seguir sozinho ou com outras pessoas. você pode fazer a escolha que melhor te cabe, mas o que eu te ofereci é bonito e só porque é bonito é que eu quis que fosse teu.

9 de nov de 2012

te define

diz que me ama mas não cansa de partir meu coração.

15 de out de 2012

nunca mais

às vezes uso esse blog para deixar recados para mim mesma, para que eu não cometa os mesmos erros no futuro. o recado de hoje é: nunca mais seja leviana com os seus sentimentos. e mais, não dê esse direito a mais ninguém. nunca mais.

23 de set de 2012

i don't know

se as pessoas me perguntam se estou bem, fica fácil. respondo: sim. se as pessoas me perguntam como eu estou, fico confusa. eu não sei como estou.

distração

Oi, Rita. Te liguei porque me senti sozinha de novo e você disse que eu poderia ligar sempre que me sentisse assim. Queria saber como você está vivendo tão longe de casa, se está conseguindo não surtar. Não saí porque tive medo de voltar pra casa bêbada e triste. Eu não sei o que estou procurando, mas eu sei que não está entre muitas pessoas, muitas luzes, muito som alto, muita fumaça. Achei melhor me distrair com um seriado de ficção e esquecer que o mundo aqui dentro é mais insano que o mundo lá fora. Minha mãe comprou uma nova TV. Está super feliz com ela. Talvez eu compre uma nova TV também, ou qualquer eletrônico novo desses que distrai e faz a gente esquecer de olhar pra dentro. Acho que já olhei pra dentro demais e é isso que está me deixando maluca. Por favor, me fale de você...

8 de ago de 2012

Obrigada!

O último amor foi difícil por n motivos. Se eu pensar muito, as lembranças ainda vão trazer alguma dor, por isso não penso. Mas o último amor foi também o mais feliz. E o que ficou, de verdade, é a certeza de que fui muito amada. Ele quis segurar minha mão, quis ter filhos comigo, quis viajar comigo, me esperou e me levou no aeroporto, fez planos comigo. Recebi tanto carinho e atenção que, muitas vezes, cheguei a pensar que não merecia tanto.  Foi ele que me achou linda, que me fez sorrir inúmeras vezes, que me devolveu o sentimento de graça no amor que eu achava que não deveria sentir outra vez. Ele me ensinou tanta coisa e ainda ensina. Não consigo minimizar a importância que ele tem na minha vida. Se houve inconstância, insegurança e eu julguei que ele estava errado em jogar tudo pra trás por burrice e por medo, isso já passou. O que eu sei é que amei e fui amada por um homem incrível, doce e inteligentíssimo que vai conquistar tudo o que quiser. O casal lindo que fomos não está só na fotografia, está na lembrança e as melhores lembranças dele continuam guardadas. Tudo que compartilhamos juntos foi intenso e verdadeiro e só a amizade e carinho pós fim de relacionamento conturbado reafirma isso. Hoje torço pra que ele ame e seja amado de volta, e viva um amor ainda mais bonito do que foi o nosso. Eu sei que vê-lo bem complementa a minha felicidade. Não posso deixar de agradecer por tudo isso, que também é amor. Obrigada!

15 de jul de 2012

Às vezes

às vezes fico com vontade de te escrever ou te ligar ou falar com você no chat. às vezes fico sentindo falta de compartilhar minhas dúvidas e perguntar o que você acha. às vezes acordo pensando em você, às vezes vou dormir pensando em você. às vezes até sonho. às vezes quero só saber como você está. às vezes desejo que você sinta um pouco as coisas que eu sinto, a saudade e o carinho, pelo menos. às vezes ouço músicas que gostaria de cantar junto com você. às vezes vejo filme que eu sei que renderia muitas conversas. às vezes fico com vontade de colocar nossa foto à mostra na prateleira do quarto. às vezes quero sair com você, pegar na sua mão, comer sushi com você. às vezes me pego pensando em você, no seu sorriso e na sua voz, às vezes fico com saudade de passar a mão nos seus cabelos e de acariciar tua barba. às vezes, mas só às vezes, chego a chorar sentindo a tua falta. às vezes dói. às vezes penso que ainda te amo. às vezes não.

11 de jul de 2012

abraço terno e mudo

eu escrevo em blogs desde 2003. começou quando Luciano me perguntou se eu já tinha lido o blog de Gustavo. eu não tinha lido, mas como eu admirava Gustavo demais, sabia que seria agradável conhecer não só o que ele pensa, mas também o que ele escrevia. eu me apaixonei pela escrita de Gustavo, pelo próprio Gustavo em seguida, e pela idéia de conhecer as pessoas pelo que elas escreviam.
então, criei um blog. depois outro, depois outro. depois eu notei que ter um blog não era ainda pra eu escancarar as minhas verdades para os meus amigos, nem pra desconhecidos. seria, no máximo, um lugar onde eu pudesse refletir sobre as minhas incertezas. porque muito cedo me dei conta que elas estão mais presentes e firmes do que as minhas verdades, sempre tão flexíveis. e aí que ter um blog virou uma terapia. notei isso quando meus textos viraram desabafos, cartas de amor e pedidos de socorro desesperados, só quem sofre do mal de amores não correspondidos vai entender esse desespero. era um alívio poder transformar as minhas angústicas adolescentes em algo concreto. depois, eu fui conhecendo pessoas com o mesmo hábito. algumas que se tornaram amigas e outras que eu fui conhecendo e acompanhando a vida, sem sequer ter uma conversa, no máximo um comentário no post. e foi assim que eu descobri o mundo de outros, pessoas que deviam ser famosas porque escrevem como artistas. pessoas que são tão sensíveis que, nem sabem, mas tornam o mundo de quem lê muito mais bonito. fora os acontecimentos tristes e fatais que, por serem tão doloridos, precisam virar texto para não matar o coração e compreendo isso muito bem. eu sempre achei que escrever era a melhor saída. melhor do que fazer terapia e melhor até do que cansar os meus amigos com meus problemas doídos pra mim, mas tão pequenos diante da piração do resto do mundo. é estranho porque eu não gosto de me abrir, de dizer como eu me sinto, não gosto porque sei que serei julgada mais do que compreendida. e também porque ser compreendida (e julgada) não resolve nada. e também porque, na verdade, o propósito não é resolver. não é um problema social, não é uma equação, não é um enunciado de prova de lógica, não é uma charada. é apenas a minha vida, com algumas angustias femininas, românticas, burguesas... preferia não ter esses adjetivos para definir. alguns namorados liam, achavam que me conheciam bem demais e não entendiam muito algumas ambiguidades da minha escrita frente ao momento da minha vida. namorados provavelmente não estão prontos para conhecer quem você é, visto que, no momento da paixão, já idealizaram e ficaram felizes e conformados com a projeção idealizada que tinham. mas isso é uma outra história. a história que queria contar aqui, não pra vocês que às vezes leem, mas pra mim mesma, para que eu lembre um pouco mais de quem sou, no caso de eu me esquecer, tem a ver com esse exercício de auto-reflexão tão importante pra mim. queria lembrar como e porque comecei, queria me lembrar porque ainda estou aqui. é como se eu me olhasse no espelho e me conhecesse um pouco mais em cada palavra. esse blog não tem a pretensão de ser uma obra literária ou coisa assim, embora eu admire obras dessas que nos permitem conhecer (ou achar que vamos conhecer) a figura profundamente. tem apenas a intenção de esclarecer pra mim mesma quem sou, relembrar o que aprendi e me ajudar a seguir em frente e em vôos altos, como eu acho que tem que ser. não vou dizer que escrevo tudo, há muitos rascunhos que lá ficaram pela vergonha de parecer imbecil, mas tento me desprender desse medo da exposição e me abro um pouco. exige esforço. quem chega aqui porque encontrou o link em algum lugar ou porque me conhece pessoalmente e sabe da existência desse blog, provavelmente me conhece mais do que quem fala comigo todos os dias. e eu fico feliz por isso. fico feliz quando vejo alguém assinando ou quando recebo um email. não significa que eu seja interessante, mas como é despretensioso, não há essa preocupação. o que quero dizer é que  é bom ser lida. e há os comentários... acho tão bonito quem se dá ao trabalho de comentar alguma coisa, às vezes é só uma palavra doce, um recado, um elogio.  quase sempre me tira um sorriso e devo ser grata por isso. e há os que nunca dizem nada, mas que estão por aqui com frequencia. me sinto menos só no mundo por causa desse blog e porque alguém de vez em quando aparece aqui e me vê, é como se me ouvissem quietinhos. me sinto como se tivesse recebendo  um abraço terno e mudo, meu preferido.
todas as vezes que quis pouco, tive muito e achei que ainda merecia mais. e depois percebo, com um pouco de arrependimento e um olhar levemente triste que o que estava aqui, quando estava, mantinha o meu sorriso no rosto e meu coração tranquilo. mas eu sempre teimo em achar que mereço mais e, por causa disso, terei sempre dias de euforia e dias de angústia. e nos dias mais tristinhos eu vou lembrar que pegar na tua mão era sinônimo de paz, a paz que eu sempre achei que era pouca coisa.

1 de jul de 2012

suspiros

aí você se pega suspirando e lembra que se apaixonar é o que seu coração faz melhor.

30 de jun de 2012

Amanda

Re: (sem assunto)

Eu não diria que me arrependo. Diria que a minha insistência nas pessoas me faz perder tempo. Mas eu sou passional mesmo, desde pequenininha. Se meu coração está desesperadamente apertado, eu choro, eu ligo, eu escrevo um milhão de coisas pra tentar pôr pra fora toda a minha angústia e fico esperando uma resposta plácida de abraço apertado e amor dedicado que nunca vem. Anderson falou que é por causa do meu signo. Deve ter algum motivo no signo dele também que explique tudo isso.
Depois de muito tempo, fico cansada, morrendo de saudades, mas desistindo dele e optando por mim. Não digo que fico feliz enquanto me recolho, mas certamente não enlouquecerei com enlouqueço quando o deixo ficar perto demais. Fico mesmo com a idéia fixa de que amar/ser amado é uma necessidade básica. Quando você está/é, pode aspirar e ser qualquer outra coisa que queira. Mas não precisa ficar preocupado comigo, amigo. Eu juro que, apesar das lágrimas, estou bem.

um beijo,

Amanda.

29 de jun de 2012

futuro

o passado tem seus méritos. não se sente saudades à toa. mas o futuro... ah, o futuro, é nele que brilham os olhos. é nele que está a nossa esperança.

sim, por favor.

"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

Clarice Lispector

23 de jun de 2012

tipo amor


Se tu me fizer companhia
No café, no almoço, no jantar
Assim, dia a dia
É bem capaz de eu achar
no fim da vida
que você foi o melhor amor que havia

É bem capaz disso acontecer
Mas só se não desistir no caminho
E ouvi dizer que é uma longa estrada
quem não aguenta, fica doente
E só deve valer a pena
Se for pra contar no fim dela
Que amor é algo desse tipo
Forte, firme e resistente

Se tu me fizer toda a vida
Com a mesma vontade da primeira
É sim, bem capaz que eu te faça uma poesia
Só por concluir que você foi
e ainda será o melhor amor que havia

Só que, por enquanto
Eu não tenho tanta certeza
Se esse tal de amor é algo desse ritmo
Forte, firme e irresistível
E nem tenho tempo pra esperar concluir
só no dia do indizível.

10 de jun de 2012

alegre

meu coração está inundado de paixão. de novo. forte. como se nunca tivesse se partido. como se nunca tivesse amado. ou melhor, sabendo que amar às vezes machuca e vendo que o sorriso que não sai do rosto compensa qualquer arranhão. porque, no fundo, as cicatrizes se tornam apenas arranhões, lembranças boas e a prova de que sempre se pode amar mais uma vez. meu coração está inundado de paixão. um sorriso fácil, uma alegria que se alimenta a cada palavra, uma saudade -e a gente só sente saudade do que tem valor. meu coração viaja, contente, pulsando de novo, rápido e ousado como se nunca tivesse caído, em segredo e em encantamento.

30 de mai de 2012

Qual é o seu problema?

Eu te respondo. Sabe qual é o meu problema? Eu sou uma mulher do meu tempo. Dessas que age exatamente igual a toda mulher quando está apaixonada, mas que se dá conta muito rápido que é muito mais apaixonada por si própria do que por qualquer homem.

Pra quem gosta de cultivar relacionamentos e pra quem acredita no amor, como eu, pode ser um grande problema.
Todos os relacionamentos que eu tive acabaram e vão acabar do mesmo jeito e pelo mesmo motivo: eu gosto demais de mim e eu me dou muito valor.

Eu me levo muito a sério.

Eu me olho no espelho e me acho linda! Se me perguntam as minhas qualidades (ninguém pergunta isso, é modo de falar), tenho uma lista enorme de coisas em que eu, modéstia à parte, sou boa, mesmo. E quando alguém me procura, faz de tudo pra me agradar, se apaixona por mim, me ama - e a gente sabe quando é amor e quando é outra coisa porque as ações do cotidiano deixam isso muito claro - confirmam que eu sou uma mulher maravilhosa.

Perfeita? Não. Não estou falando disso.

E olho ao redor e vejo muitas mulheres incríveis e admiráveis também, mas, modéstia à parte mais uma vez, eu sou única.

Todos os relacionamentos que virão daqui pra frente, certamente, não vão durar se eu continuar tão auto-confiante. A razão é muito simples: Eu não admito ser segunda opção na vida de alguém que diz que me ama. Levo esse tal de amor muito a sério, como vocês podem perceber. Eu não admito ser tratada como mais uma, não admito dar espaço para uma pessoa compartilhar as coisas bonitas da vida e depois ver que ela passa o tempo comigo, mas é só isso. Não admito migalhas.

Não admito colocar só o pé na água e não mergulhar.

Não admito segurar na mão de um homem que vai correr para outra, se tiver oportunidade. Não admito me relacionar com gente egoísta. Não admito um relacionamento sem encanto. Estar apaixonada é uma das coisas mais incríveis, eu adoro.

Não admito relacionamento sem paixão.

Mas quantas e quantas vezes eu não já chorei e sofri por amor? Nossa! Não posso nem contar e aposto que ainda vou sofrer desse bem muitas e muitas vezes. Quantas vezes não pedi pra continuar a me namorar porque eu queria apostar que, dessa vez, ia dar certo. Mas, se quer saber, isso não tem nada a ver com dependência emocional, problemas com auto-estima ou falta de confiança. É, no máximo uma certeza de que você vale a pena e a outra pessoa também vale. E sofrer por amor também não tem nada de humilhante, é, no máximo uma certa tristeza e um sabor de decepção consigo mesma de não ter tido a competência de mostrar o quanto você é incrível para a pessoa que você tanto quer bem.

Já ouvi muitos "você merece coisa melhor", mas gosto mais de pensar que eu mereço estar com a pessoa que quero. "melhor" e "merecimento" são coisas muito subjetivas e relativas, ninguém aí fora sabe mais do que se passa aqui dentro do que eu.

Outro ponto é que esse jogo cansa e no fim das contas, eu acabo desistindo e me conformando com o Game Over!

As mulheres tem raiva de amar um homem e achá-lo idiota justamente porque ela sabe que é maravilhosa e tem que ser muito otário para não tratá-la como a criatura mais incrível do universo. Deve ser por isso que brigamos, fazemos tempestade em copo d'água, cobramos que as palavras de amor sejam palpáveis e concretas, pedimos provas, fazemos exigências mínimas de sermos tratadas como se tratam as realezas.

Não é muito absurdo quando você se pega se questionando por que aquele otário não te trata como a mulher mais maravilhosa do mundo se é exatamente o que você é? Eu acho um absurdo sem tamanho.

Qual é o problema dele? Sério, tenho certeza que eu tenho uma infinidade de defeitos e chatices, mas quem não tem? Ele não vai encontrar ninguém como eu, qual a lógica de eu dizer que vou dar um pé na bunda e ele continua me tratando como se eu fosse mais uma? Deve ter muita coisa errada comigo, mas que eu sou a melhor mulher que vai passar na vida dele é tão óbvio, mas tão óbvio, que se um cara não entende isso e me dá essa dor de cabeça, é melhor deixá-lo ir embora e não perder mais tempo.

27 de mai de 2012

the world has turned so many times and a lot has happened, I think for us to find.

21 de mai de 2012

mais uma vez

Sobre ela e ele, mais uma vez. As histórias dela sempre tem um conflito, uma insegurança, uma ousadia de querer sentir-se amada e um lamento por não ser como queria. Gostar de alguém pode ser uma coisa simples, parece que o mundo inteiro, as pessoas do mundo inteiro, aquele casal beijando-se no meio da rua, alguém correndo apressada indo ao encontro do amado, ele ligando para dizer que a ama, todas as outras histórias parecem ser simples. Menos a dela. Mas isso se resolve quando ele diz que a quer, quando ele combina de ir vê-la. Parece que todos os medos desaparecem porque ela sabe que ele sente algo e ele quer estar com ela. Então, ela arruma o quarto, anda pela casa animada, passa horas arrumando os cabelos, se olha no espelho confiante, pede um jantar para dois, coloca um vestido preto confortável que a faça mais atraente e espera. E os ponteiros do relógio giram rapidamente, passam 10, 15, 20 minutos. Ele não liga, não chega, não está online, ela liga, ele não atende. Ela se distrai, ouve música, conversa com os amigos, olha-se no espelho mais uma vez, espera, o tempo passa, ela liga novamente, já desistindo e mais uma vez ele não atende. Ele quer que ela desista? É isso? É. Ela desiste, desiste de esperar, deita-se na cama, pergunta-se pela centésima vez o que danado ela está fazendo de errado pra que as coisas continuem assim, confusas e tristes quando deveriam ser simples e felizes. Não há resposta agora. Gostar de alguém pode ser uma dor de cabeça. Ela quer por um fim. Quer uma história de verdade, quer entregar-se a quem ama, quer amar sem reservas. Não quer mais ter um blog por testemunhas das suas confusões. Ele não vem. Ele não se importa mais. Ele não é de ninguém. Ela também. Mas tudo que ela queria era ser dele. Ser alguém importante, fundamental e única na vida dele. Mas as coisas não são assim tão simples. Não é o que ele quer. Ela e ele, mais uma vez. Gostar de alguém pode ser uma coisa simples e talvez seja para um milhão de pessoas que decidiram ficar junto da pessoa que ama. Só que, para ela, as coisas teimavam em ser um pouco mais complicadas.

17 de mai de 2012

inquietude

Eu preciso sair daqui. Ainda não sei pra que lugar, mas é preciso que seja longe, onde as pessoas falem um  idioma diferente do meu, que pensem diferente de mim, que ajam diferente. Eu preciso agir diferente, pensar diferente, falar diferente, sair de perto. Eu, do jeito que estou e no lugar onde estou, já não me satisfaço mais. Não é nenhum problema externo, meu corpo passa bem. Meu coração é que é ambicioso. E isso que está dentro de mim que me corrói e me pertuba, precisando morrer e não querendo se matar. Espero uma carta de amor todos os dias, uma carta de amor que nunca chega. Espero ouvir em português e em uma voz conhecida algo que eu não tenho certeza se ainda existe. Uma esperança vã que ainda não consegui arrancar e que vai precisar ficar pra trás. Eu vou ter que ir embora, partir com pouca mala, sem meu coração, sem um par, sem um passado, sem essa falsa segurança que só existe no mundo que não é o meu. Vou ter que partir só, vou ter que me encontrar em qualquer outro lugar onde eu não espere nada, onde tudo me surpreenda. Só falta escolher o destino.

sobre casamentos e essas coisas que não estão nos meus planos

Eu sempre disse que não queria casar. Depois passei pra idéia de que, se eu casasse, só casaria uma vez. E agora, vejamos nós, mudei de idéia novamente.

Eu faço o tipinho romântica que acredita no amor até a última instância. E justamente por esse motivo, a idéia de fazer votos de fidelidade, companheirismo e dedicação até os últimos dias da vida me parecia muito bizarra.

Continuo achando lindo, muito possível e desejando isso pra mim, mais o companheirismo e a dedicação, porque isso sim é importante. Mas não tenho nenhum exemplo próximo que me faça acreditar que isso de casar faça algum sentido.

Primeiro porque vejo muita gente separada e divorciada mais feliz assim do que na condição de casado. É triste que a gente tenha mais habilidade de estragar do que consertar as coisas.
Segundo porque as pessoas que são casadas há anos sempre me dizem que casamento por muito tempo tem que ter mais paciência e jogo de cintura do que amor. É triste pra eles ou pra mim que teimo em acreditar que amar basta?
E terceiro porque me parece uma prisão. É como fechar seu coração. É como entregá-lo para uma única pessoa e obrigar-se a não se encantar por mais ninguém.

Mas, no meu mundo ideal influenciado por conto de fadas, as duas pessoas estariam plenamente satisfeitas com o parceiro e o mundo seria mais bonito e mais feliz porque ela está alí, do seu lado. Não preciso explicar que sou grandinha o suficiente pra saber que a vida tem N problemas, né? Mas, sério, quando a gente está apaixonado e quando a gente se sente amado, as coisas não ficam mais fáceis? Sim, fica.

E aí que a idéia de me ver casada com quem quer que seja me parecia absurda, porque é óbvio que ninguém mais nesse mundo cruel está disposto a segurar firme na mão de ninguém. E, se as coisas desandam, ficam confusas e doem, é claro que terminar um relacionamento é mais fácil.
Eu acho que prefiro o caminho difícil porque, apesar de adorar estar solteira, acho que não sei lidar com separações muito bem. E, sim, se topo começar uma história, não quero deixá-la pra trás. Como dá pra notar, eu queria um relacionamento em que a pessoa não quisesse ir embora. Como eu já tenho muita sorte na vida, acho que pedir isso é pedir um pouco demais, então, decidi ser realista

Não sou contra o casamento, não sou contra o divórcio, não sou contra a solteirice. Sou bem à favor da felicidade.

Mas, vejam só como são as coisas, eu não queria casar, agora se eu casar e e ele quiser partir, talvez eu queira casar de novo. E se mais uma vez um dos dois quiser trilhar caminhos diferentes, talvez eu queira casar de novo... Eu não sei...

Casamento é pra mim uma linda declaração de amor, sabe? São duas pessoas que optaram por dividir a vida juntos e apoiar um ao outro. Eu não consigo ver coisa mais bonita do que isso. E não importa quantas vezes você ame alguém e se sinta amado a esse ponto, afinal, estamos mesmo buscado a felicidade nesse negócio maluco que chamam de amor.

13 de mai de 2012

pra nunca esquecer como o amor é complicado


treze

Eu queria ter me despedido dele, queria ter um número parar ligar quando sentisse saudade. Queria, de verdade, vê-lo mais uma vez, falar com ele, sair para dar um passeio, olhar o mundo do lado dele. Sinto essa falta de sentir-me encantada, sabe como é? Sinto falta de admirar alguém como o admirava. Sinto coisas confusas e tenho sonho confusos com ele. Sinto um amor, um carinho, uma saudade, uma amargura. Sinto até aquela paixão de novo. Porque eu lembro que gostava tanto dele e gostava tanto de mim pelo que eu era com ele. Sinto estranheza em ver um homem que abriga o mesmo corpo, a mesma voz, tem os mesmos gestos, mas que não é a mesma pessoa. Queria voltar a trocar bilhetes, tenhos alguns comigo que servem apenas para me fazer dar um breve sorriso. É um propósito justo. Queria voltar a tê-lo por perto todo o tempo. Queria abraçá-lo e sentir seu coração bater junto ao meu, rir disso e sentir o seu sorriso se abrir junto ao meu também. Queria que o dia de hoje tivesse novamente um significado. Queria também não ter esse sentimento de nostalgia porque é muito duro sentir falta de um amor que morreu cedo demais.

9 de mai de 2012

=]

A vida precisa de tanta coragem, de tanta ousadia. Precisa que eu me levante cedo todos os dias, desbrave o trânsito, costure o caminho das pessoas na rua, faça ligações, responda e-mail, resolva problemas, acalme os ânimos, abra pensamentos, oriente braços, cumprimente pessoas, materialize idéias, pague contas, responda questionamentos, apague incêndios, conte histórias, brinde junto com todos, comemore, socialize, volte tarde, acorde cedo. E tudo isso, pra quê, se a felicidade mesmo está em nós dois abraçados embaixo do mesmo edredon.

13 de abr de 2012

fim.

depois de tanto desprezo, ela olha pra ele e já não há fogo, não há borboletas no estômago, não há poesia. nada voltará a ser como antes, nada vai mudar o que foi. não viverão com nenhuma outra pessoa o que viveram juntas e dirão 'graças a Deus'. a história acabou, acabaram as comemorações todo dia13, acabaram as esperanças e acabou definitivamente a vontade de recomeçar. se o sentimento ainda perdura, não importa. o que se sente nunca importou. era só usado como desculpa pra justificar as mancadas. algum coração vai sair partido. alguém vai sair desejando não voltar a amar pelos próximos dez anos. alguém vai querer mudar de casa, de país, preferencialmente de continente. alguém vai ficar aliviado e isso tudo terá fim. parece que é hoje.

9 de abr de 2012

ouse conquistar a si mesmo.

o legal de um relacionamento, qualquer um, por mais instável e incerto que seja, é que você aprende a olhar um pouco mais pra dentro de si. um dia você se olha nos olhos e passa um pouco mais de tempo refletindo sobre o que você quer. no outro, o seu parceiro te abre os olhos para o que te falta e no dia seguinte, você se olha nos olhos com um pouco mais de profundidade. esse auto-conhecimento é sempre muito saudável. é sempre útil perceber que suas falhas não serão escondidas nem dele, que te conhece tão bem, nem de si próprio. é importantíssimo também perceber que ele vai embora um dia e você vai ficar apenas com você, com suas qualidades incríveis e com suas chatices cotidianas. mas é aí que, apesar de perder um amor, um parceiro, ou sei lá, você sempre ganha um pouco mais de tempo pra si. pra cuidar de si, pra se olhar nos olhos, pra perceber o que você realmente quer da vida e alcançar esses desejos, independente do outro. e aí você começa a conquistar a si mesmo. e essa é a paixão que precisa durar pra sempre.

8 de abr de 2012

amor

evite, se for possível.

2 de abr de 2012

reencontro

Quando ele chegou, por volta das 21h, ela sentiu o coração disparar. Sabia que ele estava perto, sabia que veria seus olhos brilhando em poucas horas. Sabia que poderia sorrir e ele sorriria de volta. Há dias que ela esperava ele entrar pela porta, cansado da longa viagem, segurando todas as malas, com mais livros do que roupas e uma enorme satisfação que não cabia nele, nem em uma das malas, por maiores que fossem. Quando ele finalmente cruzou a porta, se acomodou, falou com todo mundo, ela pôde finalmente dizer "seja bem-vindo" e recebê-lo com todo carinho que ela tinha e desejava dar, carinho na forma de abraço apertado, cheio de saudades, e um beijo apaixonado, é claro. Eles tinham, mas não deviam, muito medo do futuro, uma certa preocupação que a juventude tem, embora não pareça, com o que vai ser deles amanhã. Mas o amanhã que eles planejavam era bonito. Eram os dois dividindo o espaço no closet, a cama de casal, o edredon, o tempo no banho, as contas, as esperanças.  Eram os dois juntos, dividindo a vida. Eram os dois juntos, como queriam que fosse e como tinha que ser. O amanhã que eles queriam, teria viagens mundo afora ao menos uma vez no ano, teria aventuras cotidianas, teria companheirismo e não teria nunca mais a dor da distância. Ao vê-lo sentado na cama, apreciou sua beleza doce, seu jeito gentil que ela tanto admirava, e não tinha dúvidas que ele era o homem que ela mais amava no mundo e que seria bobagem procurar amor em qualquer outro. Ele sabia que ela,  pequena e risonha, sentada diante dele, era a criatura mais forte e encantadora que ele poderia encontrar na vida, que o amor que ele sentia era grande e só crescia e era com ela, não podia ser com mais ninguém, que ele queria dividir o resto da vida. Eles tinham em mente que o futuro deles estava apenas começando e que eles deveriam fazer alguns planos para tudo dar certo. E o que eles planejavam, eles alcançariam. Só que disso, eles ainda não sabiam.

31 de mar de 2012

medo.

eu não quero escrever sobre o medo. mas se tem um sentimento que define bem o sentimento de agora, é esse. durante muitos dias eu sonhei, eu esperei, eu pedi por favor. durante muitos dias eu insisti, eu senti, eu acreditei e eu tive coragem, uma coragem que eu nem sabia que tinha. mas hoje, meu bem, eu não sei se consigo sozinha. eu olho o pedaço de céu cinzento agora, olho as janelas, só uma luz acesa no prédio em frente. será que eu vou ter pelo menos uma luz acesa quando você chegar? será que eu consigo pedir pra começar do zero, pedir pra esquecer todas os erros, os meus e os seus. será que ainda conseguiremos fazer planos juntos? será que eu consigo acreditar que vai ser feliz daqui por diante? será que você ainda vai me querer quando me encontrar cheia de dúvidas e com lágrimas caindo uma após a outra? eu não sei. e essa é a incerteza que me amedronta. pra conseguir respirar, eu lembro do seu sorriso, do seu carinho e entendo o motivo de eu não ver tanta graça em nenhum outro. eu lembro de nós dois, só não sei se você ainda vai querer segurar minha mão. era toda segurança que eu queria agora, cinco dedos e você disposto a seguir lado a lado. esperando.

24 de mar de 2012

desafio: esquecê-lo

passo 1: dedicar-se a alguma coisa nova -  qualquer coisa em que ele não esteja envolvido.

23 de mar de 2012

À Palo Seco




Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo, eu me desesperava

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português

Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
O tango argentino me vai bem melhor que o blues

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero que esse canto torto
Feito faca corte a carne de vocês

21 de mar de 2012

rasga esse post e joga no lixo!

Os filmes românticos estragam você de alguma maneira.

Você é cativado pelo enredo. Em seguida, você se imagina no lugar dos personagens. Pouco depois, por mais distinta da sua realidade que seja a história, você começa a transpor os acontecimentos pra sua vida real. Então, mais rápido do que você imagina, a sua vida real vai adquirindo alguns comportamentos da mocinha ou do mocinho. E você espera as conflitos da vida a dois serem superados pelo amor e todas as besteiras cometidas por horas desfechar num final feliz.

Quando eu era criança, queria ser escritora de romances. Acho que já falei disso por aqui. Eu sempre acreditei no amor e acredito piamente ainda. Mas sabe quando tem um buraco enorme no seu coração e você passa a parecer mais com a menina angustiada porque não tem ninguém, do que a mocinha corajosa e heroína, personagem principal da história? Pois é.

Hoje um casal amigo comemora quase um ano juntos e, apesar da sincera felicidade que sinto ao vê-los 'dando certo', sinto uma certa inveja e pena de mim mesma. Não sintam pena de mim, eu já sinto o suficiente. Mas não sou mais a mesma menina cheia de esperança que assistia e lia história de romances e se via nele. Antes eu pensava algo do tipo "vai ser assim comigo" e hoje a idéia é "por que não eu" e uma porrada de lágrimas.

Não é que eu esteja esperando um príncipe encantado. Calma! Não é nem que eu esteja esperando alguém. É que eu me faço um monte de pergunta pra entender porque há tanta frustração nesse coração tão pequeno e quem sabe seguir tranquila na vida, ainda que sozinha. Por que as pessoas não se entregam mais? Por que a gente faz do ego o nosso universo e ai do outro se não couber lá? Por que a gente se descarta, se afasta e desiste de seguir de mãos dadas? E por que eu quero tanto que haja amor independente de tudo? Por que eu faço tanta questão disso? Eu devo ter me contaminado por todas as histórias de amor que li durante a adolescência ou devo ter corrido atrás de romances inventados porque eu já nasci contaminada com a idéia de que o amor é o mais importante.

Eu não sei quando foi que eu perdi as esperanças e eu também não sei se perdi por completo, mas me deixa falar sobre isso, por mais deprimente que eu pareça, porque esses desabafos são a razão da minha sanidade e vontade de viver.

believe

Sei lá, talvez amanhã aconteça algo bom, inesperado, ou quem sabe você volte e faça ficar tudo bem... 

18 de mar de 2012

inacabado

andei me perguntando o que seria menos ruim o final ou o inacabado. andei me perguntando tanta coisa nos últimos dias que a minha cabeça já tem posts até o final de 2012 sobre essas perguntas, sobre algumas respostas e sobre não ter respostas sobre as coisas.

talvez eu devesse me perguntar menos, me cobrar menos e até sonhar menos.

ou talvez, e mais fácil, eu devesse exigir menos (de mim e dos outros) dessa coisa ideal de esperar que sejamos sempre bons, corajosos, altruístas e magnânimos. parei nessa pergunta se o inacabado não incomodaria mais do que o final. ou se o final doeria tanto e deixaria uma marca tão forte que seria melhor que ele nem existisse.


não é a mesma coisa de uma parede que precisa secar para levar mais uma mão de tinta. não é uma reforma na casa, entende?


falo de fechar um ciclo para poder começar o outro. obviamente é a coisa certa. mas quem disse que eu quero virar a página e seguir em frente?


tem coisa que precisa de ponto final, tem coisa que pode seguir bem se não tiver completo. é como se o feio, o incongruente, o confuso e o vir a ser tivessem finalmente o seu lugar. e eu gosto da idéia.


ficamos sempre nessa busca pela segurança e pelo equilíbrio, em fazer o que é o obviamente certo de fazer, em tomar as decisões racionais, sensatas e lógicas.


tem coisa que precisa de foco, um começo, um ápice, um meio e um fim. tem coisa que pode seguir inacabado e esse será seu próprio fim. e eu gosto da idéia...

15 de mar de 2012

Moça

eu quero me enrrolar nos teus cabelos
abraçar teu corpo inteiro
morrer de amor
de amor me perder

14 de mar de 2012

definição



felicidade é correr atrás de um balão cheio de ar... bonito, vermelho, é não deixar ele escapar. e olha, lá, ele já vai voando...

mundo grande

(Carlos Drummond de Andrade escreveu, mas podia ter sido eu.)


Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho
cruamente nas livrarias: preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros,
carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem...sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma. Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...

Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos-voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam).

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante
exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
que o mundo, o grande mundo está
crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
-ó, vida futura! Nós te criaremos.


para Luiggi <3

11 de mar de 2012

conversas...

...
- Eu nunca esqueci. Foi há quase um ano... você ainda era loira.
- Mudo a cor de cabelo com frequência...
- Como Ramona Flower? Como Clementina?
- hahahaha. Quem é Clementina?
- Você não lembra? Oh, querida! Oh, querida! Oh, querida, Clementina!
- Como é? hahahaha
- Do filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças...
- Ah, claro! Eu adoro esse filme...
- Eu também!
- E adoro as cores do cabelo dela. Gente, como Kate Winslet é linda de todo jeito.
- Linda é você!
- :)

se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro.

Só agora, em silêncio é que eu entendo. Bom ainda estou começando a entender... Sejamos pacientes!
Vou ser sincera: prefiro as palavras. Mas, às vezes, a confusão que elas trazem é tão grande que seria melhor que não tivéssemos dito nada. O silêncio também me confunde. Não sei se as coisas mudaram, não sei como estão os planos, não sei quais são os pensamentos, não sei se a saudade está apenas comigo, não sei se ainda existe amor. Não tenho como saber, se ninguém me diz. A vantagem é que nesse momento, não ter certeza me deixa livre para viver feliz apenas com o que tenho, o silêncio. Me angustia um pouco não poder dizer nada, entende? Me sinto presa por não poder ser naturalmente tagarela como sou sempre. Mas é melhor assim. Até escrever aqui, como uma atividade saudável de refletir sem tomar nenhuma atitude precipitada, é cheia de reguladas, deletando todas as palavras que eu não devo dizer.  Aos poucos, eu vou entender que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro. 

9 de mar de 2012

definição

"Amor é quando você tem todos os motivos para desistir de alguém, e não desiste."

7 de mar de 2012

Fernando e suas pessoas


O Que Há
 
 
    O que há em mim é sobretudo cansaço — 
    Não disto nem daquilo, 
    Nem sequer de tudo ou de nada: 
    Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
    Cansaço.     A sutileza das sensações inúteis, 
    As paixões violentas por coisa nenhuma, 
    Os amores intensos por o suposto em alguém,  
    Essas coisas todas — 
    Essas e o que falta nelas eternamente —; 
    Tudo isso faz um cansaço, 
    Este cansaço, 
    Cansaço.
    Há sem dúvida quem ame o infinito, 
    Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
    Há sem dúvida quem não queira nada — 
    Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
    Porque eu amo infinitamente o finito, 
    Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
    Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,  
    Ou até se não puder ser...
    E o resultado? 
    Para eles a vida vivida ou sonhada,  
    Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
    Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...  
    Para mim só um grande, um profundo, 
    E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,  
    Um supremíssimo cansaço,  
    Íssimno, íssimo, íssimo, 
    Cansaço...

6 de mar de 2012

quebra-cabeça

A primeira vez que eu concluí que amar não é suficiente, foi horrível. É negativo demais pra minha cabecinha romântica e sonhadora. Mas, é hora de encarar a realidade. As pessoas são tão bonitas, tão bonitas, que chega a ser cruel que tanta beleza no sorriso delas seja transformada em lágrimas. Eu falo pelo grupo dos que não querem só amar, querem ser amados de volta. Não queremos só a companhia, queremos também ser únicos, exclusivos. Estamos errados por isso? Eu não sei. Mas alguns estão querendo isso, e só ficarão satisfeitos quando a realidade for assim, apenas dois e um coração desenhado com giz de cera vermelho entre eles. Outros estão querendo exatamente o oposto. Querem estar livres, querem desfrutar de todas as belezas que há no mundo. Quem está errado? Ambos estão certos. Ambos querem ser felizes e não existe só um caminho nem para chegar a Deus, nem para chegar a tal da felicidade. Mas se os dois se amam e cada um pertence a um grupo e cada um quer o oposto, me ajuda a desvendar o quebra-cabeça que é os dois ficarem juntos, porque essa brincadeira é mais difícil do que eu pensava.

24 de fev de 2012

guarda-chuva amarelo



Eu não sei colocar ponto final nas coisas. Eu não sei desistir. Eu não sei abrir mão.

Sei que pode parecer meia dúzia de palavras clichês motivacionais. Mas eu sou assim mesmo.
Por outro lado, não sou de ficar 'dando murro em ponta de faca', sabe?
Gosto do sabor de lutar pelas coisas, de conquistar mesmo que seja difícil. Mas se não tem jeito, não tem jeito.
Minha avó dizia "o que não tem remédio, remediado está" e tem tantas coisas que ela dizia que eu devia ter anotado tudo num caderno ou até mesmo nesse blog pra não ficar chorando à toa.

A questão é que tenho o dom de tornar as coisas legais em coisas complicadas. Pode colocar a culpa no meu signo, diz que eu sou intensa que eu adoro, mas a verdade é que eu coloco peso demais nas coisas. Quero viver tudo agora, tudo hoje, como se amanhã o mundo fosse acabar. Ah, vai que acaba!

Quero todo amor do mundo, quero casar no mês que vem, quero jogar tudo pro alto. Foda-se se é loucura, se vou me arrepender. Se der merda, eu faço o de sempre: choro, quero morrer, não quero ver ninguém, não quero falar nada. E depois passa.

Tudo passa.

Mas isso já foi bom. Já vivi sem pensar no amanhã e me lembro de ter sido muito feliz. Mas aí, em algum momento, eu me desviei do propósito de seguir sozinha. Foi num momento em que segurar uma mão parecia a coisa mais feliz do mundo. Mais até do que a fé em alcançar todos os meus sonhos. Só que duas pessoas nem sempre querem seguir o mesmo caminho juntas, não é?
Eu custo a entender isso.

O problema é que não quero deixar passar, não quero colocar ponto final, não quero esperar pra viver amanhã... e fica num ciclo eterno do meu não saber lidar e a frustração de não poder viver.

Aí eu volto a procurar um guarda-chuva amarelo, já que não foi dessa vez.



23 de fev de 2012

Uma carta de amor e de despedida


No fim das contas... espera! Você não vai entender se eu começar a escrever uma carta pelo “fim das contas”, vai? Vai, sim. Você sempre me entende.

Mas, o que eu estava dizendo, é que no fim das contas, eu só quero ser feliz. E se as últimas ligações na madrugada tinham gosto de lágrima e se todas essas conversas que tenho ao nosso respeito não são assim, felizes, é porque você não está aqui.

Porque contigo, eu via graça nas coisas mais bobas.  Não é porque o meu sorriso é fácil, é porque com você do meu lado, eu só conseguia ter esperança de que a vida inteira seria linda e feliz, tendo por exemplo cada minutinho em que nós dois podíamos ser nós dois e nenhuma preocupação entrararia pela porta.

Em todos os tropeços, eu sabia que a sua mão ia surgir para me segurar. Eu sabia que podia te ligar no meio da noite só pra dizer um pouco de todo o amor e saudade que eu tinha crescendo no peito e que ambos já estavam saindo pela garganta.

Eu amava olhar nossa foto no canto do quarto e todos os dias eu podia sorrir pra nós dois e pensar "quem diria que ia se tornar amor?". Eu amava ir buscar um copo d'água na cozinha e ver a rosa que você mesmo arrancou do vizinho pra me surpreender. Eu amava quando perguntavam de você e eu podia escolher as palavras mais doces para descrever o quanto era bom estar contigo.

E todas as vezes que eu deitava a cabeça no travesseiro, eu olhava pro teto e sabia que dois mil quilômetros era pouco pra nos separar e que aí, na nossa cidade, você estava na mesma posição e refletindo sobre a mesma coisa. E eu só queria poder estar abraçada contigo agora e dizer 'baby, eu te amo tanto...'

Eu, ciente que nem só de ilusões o amor vive, já tinha feito contas, planos e esquemas que nos permitisse continuar juntos, se você ainda quisesse... Eu sei que a saudade doía, mas eu sei também que quando ela machucava muito, você chegava no começo da manhã e me acordava com um beijo. E teu beijo cura tudo. E a gente era feliz contando os dias até se reencontrar. E eu podia procurar o seu sorriso no aeroporto. E eu podia caminhar com você de mãos dadas.

E quando as coisas dessem errado, quando a gente perdesse a esperança, quando viesse a desilusão, quando tudo ficasse muito difícil, eu só queria te dizer 'por favor, não desiste'... E eu sei que misturaria toda emoção com essa bosta dessa racionalidade, e, vamos combinar que sou muito boa em achar lógica até no amor, e te convenceria a nunca mais ia largar da minha mão.

E eu poderia te chamar no skype e cantar "por você, eu dançaria tango no teto, eu limparia os trilhos do metrô... - e substituiria o "eu iria a pé do Rio a Salvador" por "eu iria a pé de Sampa ao Recife - e garanto que até Frejat ia achar minha versão mais bonita, mesmo sem rima.

E nós podíamos planejar conhecer qualquer lugar do universo, mesmo que não tivéssemos tempo nem dinheiro suficiente, mas porque amávamos a idéia de viajar o mundo e tirar fotos dos nossos pés lado a lado. E, por mais que eu soubesse a distância e as horas que levariam para ir até você, eu nunca me sentia sozinha, porque eu sentia que você estava no lugar certo, dentro de mim.

E agora, tudo mudou. De novo. Porque eu sou obrigada a te tirar do seu lugar certo e isso não tem o menor cabimento. Eu vim aqui pra ficar do teu lado e não posso, não devo. Tenho que ser racional, tenho que evitar te amar porque amanhã eu estarei partindo... Tenho que me afastar para não sofrer e mesmo assim não vejo o sofrimento ir embora. Agora, me fala, você tem certeza que estamos fazendo a coisa certa pondo um ponto final e ficando assim, cada um para um lado?

Como eu estava dizendo, no fim das contas... é, no fim das contas, eu vou embora. E vou agora. Porque eu não estou pronta para não ser mais tua. Eu não estou pronta para matar um amor assim. Não estou pronta para vê-lo morrer entre outros beijos e em outros braços que nem deveriam entrar na nossa história. Não estou pronta para desistir. E nunca, nunca vou aceitar essa condição. Eu queria ter outra escolha, qualquer outra menos descabida do que essa.


Eu vou embora e eu não sei do futuro... Mas eu sei que com você, no fim das contas, daria certo e seria como a gente sempre quis... muito feliz.

22 de fev de 2012

um coração partido e um sorriso inteiro



Um dia eu vou aprender a não subir tão alto, a não correr demais, a olhar por onde ando e como piso. Não vai ser agora, porque agora eu só consigo ficar chorando, vendo a ferida aberta e sangrando, sentindo a dor de quem sabe que não devia ter tido tanta pressa.

Vai doer de novo, cada vez menos, mas vai continuar doendo.

Não é um machucado no joelho, como no tempo em que a gente era criança. Não vai passar com remédio e não tem curativo eficaz, mas eu juro que, por mais que doa, sempre haverá um sorriso.

Um coração partido sempre encontra um sorriso inteiro.

E quando passar, eu sei que vou andar devagar, vou sentir medo de correr riscos, e sei que não vou querer sair do lugar. Por instinto, por cuidado e por proteção.

Daqui a pouco, talvez com uns remendos, umas lágrimas e um pouco de mágoa, meu coração ficará mais feio, porém, certamente, mais forte.

Quando todas as mágoas passarem, quando as palavras desnecessárias não ficarem voltando à mente relembrando o inconformado término, e quando seu nome não tiver mais um significado triste, eu vou entender que um coração precisa se partir às vezes, pra encontrar um novo sorriso, inteiro.

6 de fev de 2012

uma história de duas cidades

Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos,  foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice, foi a época da fé, foi a época da incredulidade,  foi a estação da luz,  foi a estação das trevas, foi a primavera da esperança, foi o inverno do desespero, tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós.

Dickens.

24 de jan de 2012

p.s.

Semana passada o horóscopo disse: Você está vivendo um período propenso a paixões profundas.
Antes de ontem minha mãe me disse: Aberto deve ser o coração!
Ontem uma amiga me disse: Você merece mais do que isso.
Ano passado eu disse pra mim mesma: Eu nasci pra ser feliz.
Há 4 anos, um homem me disse: Eu ficaria aqui pra sempre, se você deixasse.
Há 1 mês e alguns dias, um outro homem me disse: Não dá mais.
Hoje eu disse pra mim mesma: Vocês todos tinham razão.

P.s: Nadar é uma delícia.

21 de jan de 2012

Se tenho asas, é pra voar

Se tenho asas, é pra voar. Não nasci pra fazer menção ao vôo e ser segurada por um peso amarrado ao pescoço. Se dizem que eu mereço sobrevoar o horizonte, admirar o por do sol de perto, pousar para me deliciar com o vento balançando os meus cabelos, e levantar aos ares de novo, não é isso que eu deveria fazer? Eu estou convencida que mereço o céu, não devo dar ouvidos a quem diz o contrário. Por mais que eu ame, por mais que eu veja amor nas palavras de conselho. Eu mereço voar. Por que, então, eu insisto em me conformar com o solo e aceito os pedregulhos que machucam os meus pés? Por que eu tenho que entender as fendas que me levam a tropeçar e ser convencida de que o meu lugar é aqui, observando no quadrado da janela os saltos ousados dos outros, sozinhos ou em bando, enquanto eu fico de cabeça baixa e tentando ser feliz com um sorriso contido. Não importa se voarei só. Encontrarei muitos no caminho. Se quiser me acompanhar será bem vindo, mas eu não quero enferrujar minhas asas. Não é pra isso que estou aqui. Se tenho asas, é pra voar.

18 de jan de 2012

elevei minha alma pra passear



é isso que tem pra hoje! :)

16 de jan de 2012

Minha amiga, considere o seguinte:

Pedro tem os olhos mais lindos que você já viu. Antonio é um gênio. William tem um corpo escultural. Carlos é um artista. Robert é jovem e gostoso. Paul tem uma simpatia impressionante e conversa maravilhosamente sobre vários assuntos. Edson é um poeta libertário. Joaquim tem a experiência que só os anos trazem. Com Luiz Alberto as transas são puro êxtase, e o sexo com ele te leva às nuvens... Raymond cozinha muito bem e os seus jantares são inesquecíveis. Victor é um astrofísico e te ensina tanta coisa sobre ciência. Enrico fala italiano, adora viajar, e sempre te convida. Com Sérgio você vai ao teatro. Franco é um arquiteto, e desenha casas impressionantes. Edmar é cineasta e te leva filmes muito bons, para verem comendo pipoca. Nelson, empresário bem sucedido. Marcos conhece massagem tântrica. Fernando é psicólogo, e vocês ficam horas falando sobre Jung. Zeca te traz flores todo dia — e sabe onde fica o teu clitóris. Marcelo mora na praia e adora crepúsculos. João dança como um Deus! Ricardo te ensina fotografia. Paritosh é um mestre zen. Alexandre é ator. Pedro está completamente apaixonado por você. E assim por diante...




13 de jan de 2012

Sinto uma saudade grande do tempo em que era metade felicidade e metade ilusão. Não me venha dizer que prefere franqueza, verdade e realidade. Eu não nasci pra uma realidade meia boca. E ando, talvez infantilmente, preferindo àquela ilusão feliz de antes.