21 de fev de 2013

carta

Paulo,
Ontem foi seu aniversário e só à noitinha te liguei para desejar feliz dia. Mas, a gente não se fala há tanto tempo que até valeria a pena ligar só no dia seguinte ao menos para diminuir a distância. A demora, na verdade, foi por causa daquela idéia que te falei. Eu estou nessa paranóia agora de ter uma idéia original e construir algo bom, e você nem vai acreditar. Estou há dias tentando resgatar da minha mente uma muito boa que, quando eu percebi sua genialidade, escondeu-se tímida por trás da minha orelha e agora, eu não consigo vê-la de jeito nenhum. O que eu faço? É uma idéia muito boa, tenho certeza. Acordei com ela passeando pela minha semi-consciência e fiquei besta de ela ser minha, ali, no começo do dia. Bom, na verdade, já era tarde, umas duas da tarde mais ou menos. Mas era o começo do dia para mim e ela estava ali, sorridente me dizendo que eu acabara de ter a idéia excelente que há dias procuro, mas não é que ela desapareceu? Eu não sei nem te dizer como ela era. É terrível porque, eu poderia agora estar me concentrando para ter uma idéia genial, mas eu já a tenho. Sei que ela está comigo, mas não sei onde se esconde. Agora talvez você entenda a minha aflição. Já me recomendaram colocar o dedo na tomada, tomar chá de fio de telefone, mas eu não quero morrer nem ir para o hospital para que ela volte. Será que devo dormir o dia inteiro, acordar bem tarde e ela aparecerá novamente, saltitando na frente do meu nariz?

Um comentário:

Nomundodalua disse...

que texto bonitinho..:)
um dia ela volta, quando se sentir confortável,ela volta.. :)
bjus!