29 de nov de 2012

conversas bizarras - sem nome, endereço ou assinatura

- ah, você escreve?
- de vez em quando...
- sobre o quê?
- sobre a vida, sobre mim, sobre as pessoas... não sei explicar direito.
- já escreveu sobre mim?
- não. ainda é muito cedo, não tenho nada pra dizer sobre você, eu acho...
- eu posso te ajudar...
- por que? quer que eu escreve cobre você?
- sim, quero estar em suas memórias.
- ok, vamos lá. o que quer que eu fale?

Então me beijou como se eu fosse a última e a mais desejada desse universo. não importa se eu seria de fato, o que importava, é que eu poderia escrever sobre como ele me beija delicadamente e, ao mesmo tempo, aperta a minha cintura com força. o que importa, se é que algo importa, é como ele toca no meu corpo com suas mãos quentes e como eu seguro a minha mão entre os cabelos dele, com força, apreciando a maciez e a sensualidade do gesto tanto quanto aprecio ele tirando meu sutiã com destreza. as coisas que pouco importam estão aqui, em uma mesma cama, rindo, bebendo e fumando, como se amanhã não fosse dia útil, como se pudéssemos romper as obrigações e paradigmas de nossas vida, como se pudéssemos andar nus pela vida inteira, em qualquer lugar. Ele tira o violão que eu ainda não sei tocar da capa, pergunta se pode me dedicar uma canção. Eu acho graça, como se ele soubesse que sempre desejei um músico ou amante da música para tocar e cantar comigo. Eu acho graça que ele escolhe as músicas pops que mais me divertem e se diverte junto comigo. e também canta músicas românticas na nossa adolescencia. Na verdade, da minha adolescência, dez anos antes da dele. Eu acho bonito que ele diz que o dedilhar do violão é apenas para me conquistar para sempre, e eu respondo que ele vai, pelo menos, me conquistar essa noite. Eu acho muita graça nele, principalmente quando ele diz que acha muita graça em mim, mesmo quando não procura...

Um comentário:

Janayna disse...

lindo demais.
que seja sempre assim.