30 de mai de 2012

Qual é o seu problema?

Eu te respondo. Sabe qual é o meu problema? Eu sou uma mulher do meu tempo. Dessas que age exatamente igual a toda mulher quando está apaixonada, mas que se dá conta muito rápido que é muito mais apaixonada por si própria do que por qualquer homem.

Pra quem gosta de cultivar relacionamentos e pra quem acredita no amor, como eu, pode ser um grande problema.
Todos os relacionamentos que eu tive acabaram e vão acabar do mesmo jeito e pelo mesmo motivo: eu gosto demais de mim e eu me dou muito valor.

Eu me levo muito a sério.

Eu me olho no espelho e me acho linda! Se me perguntam as minhas qualidades (ninguém pergunta isso, é modo de falar), tenho uma lista enorme de coisas em que eu, modéstia à parte, sou boa, mesmo. E quando alguém me procura, faz de tudo pra me agradar, se apaixona por mim, me ama - e a gente sabe quando é amor e quando é outra coisa porque as ações do cotidiano deixam isso muito claro - confirmam que eu sou uma mulher maravilhosa.

Perfeita? Não. Não estou falando disso.

E olho ao redor e vejo muitas mulheres incríveis e admiráveis também, mas, modéstia à parte mais uma vez, eu sou única.

Todos os relacionamentos que virão daqui pra frente, certamente, não vão durar se eu continuar tão auto-confiante. A razão é muito simples: Eu não admito ser segunda opção na vida de alguém que diz que me ama. Levo esse tal de amor muito a sério, como vocês podem perceber. Eu não admito ser tratada como mais uma, não admito dar espaço para uma pessoa compartilhar as coisas bonitas da vida e depois ver que ela passa o tempo comigo, mas é só isso. Não admito migalhas.

Não admito colocar só o pé na água e não mergulhar.

Não admito segurar na mão de um homem que vai correr para outra, se tiver oportunidade. Não admito me relacionar com gente egoísta. Não admito um relacionamento sem encanto. Estar apaixonada é uma das coisas mais incríveis, eu adoro.

Não admito relacionamento sem paixão.

Mas quantas e quantas vezes eu não já chorei e sofri por amor? Nossa! Não posso nem contar e aposto que ainda vou sofrer desse bem muitas e muitas vezes. Quantas vezes não pedi pra continuar a me namorar porque eu queria apostar que, dessa vez, ia dar certo. Mas, se quer saber, isso não tem nada a ver com dependência emocional, problemas com auto-estima ou falta de confiança. É, no máximo uma certeza de que você vale a pena e a outra pessoa também vale. E sofrer por amor também não tem nada de humilhante, é, no máximo uma certa tristeza e um sabor de decepção consigo mesma de não ter tido a competência de mostrar o quanto você é incrível para a pessoa que você tanto quer bem.

Já ouvi muitos "você merece coisa melhor", mas gosto mais de pensar que eu mereço estar com a pessoa que quero. "melhor" e "merecimento" são coisas muito subjetivas e relativas, ninguém aí fora sabe mais do que se passa aqui dentro do que eu.

Outro ponto é que esse jogo cansa e no fim das contas, eu acabo desistindo e me conformando com o Game Over!

As mulheres tem raiva de amar um homem e achá-lo idiota justamente porque ela sabe que é maravilhosa e tem que ser muito otário para não tratá-la como a criatura mais incrível do universo. Deve ser por isso que brigamos, fazemos tempestade em copo d'água, cobramos que as palavras de amor sejam palpáveis e concretas, pedimos provas, fazemos exigências mínimas de sermos tratadas como se tratam as realezas.

Não é muito absurdo quando você se pega se questionando por que aquele otário não te trata como a mulher mais maravilhosa do mundo se é exatamente o que você é? Eu acho um absurdo sem tamanho.

Qual é o problema dele? Sério, tenho certeza que eu tenho uma infinidade de defeitos e chatices, mas quem não tem? Ele não vai encontrar ninguém como eu, qual a lógica de eu dizer que vou dar um pé na bunda e ele continua me tratando como se eu fosse mais uma? Deve ter muita coisa errada comigo, mas que eu sou a melhor mulher que vai passar na vida dele é tão óbvio, mas tão óbvio, que se um cara não entende isso e me dá essa dor de cabeça, é melhor deixá-lo ir embora e não perder mais tempo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei o texto Line :)
Sabrina