2 de abr de 2012

reencontro

Quando ele chegou, por volta das 21h, ela sentiu o coração disparar. Sabia que ele estava perto, sabia que veria seus olhos brilhando em poucas horas. Sabia que poderia sorrir e ele sorriria de volta. Há dias que ela esperava ele entrar pela porta, cansado da longa viagem, segurando todas as malas, com mais livros do que roupas e uma enorme satisfação que não cabia nele, nem em uma das malas, por maiores que fossem. Quando ele finalmente cruzou a porta, se acomodou, falou com todo mundo, ela pôde finalmente dizer "seja bem-vindo" e recebê-lo com todo carinho que ela tinha e desejava dar, carinho na forma de abraço apertado, cheio de saudades, e um beijo apaixonado, é claro. Eles tinham, mas não deviam, muito medo do futuro, uma certa preocupação que a juventude tem, embora não pareça, com o que vai ser deles amanhã. Mas o amanhã que eles planejavam era bonito. Eram os dois dividindo o espaço no closet, a cama de casal, o edredon, o tempo no banho, as contas, as esperanças.  Eram os dois juntos, dividindo a vida. Eram os dois juntos, como queriam que fosse e como tinha que ser. O amanhã que eles queriam, teria viagens mundo afora ao menos uma vez no ano, teria aventuras cotidianas, teria companheirismo e não teria nunca mais a dor da distância. Ao vê-lo sentado na cama, apreciou sua beleza doce, seu jeito gentil que ela tanto admirava, e não tinha dúvidas que ele era o homem que ela mais amava no mundo e que seria bobagem procurar amor em qualquer outro. Ele sabia que ela,  pequena e risonha, sentada diante dele, era a criatura mais forte e encantadora que ele poderia encontrar na vida, que o amor que ele sentia era grande e só crescia e era com ela, não podia ser com mais ninguém, que ele queria dividir o resto da vida. Eles tinham em mente que o futuro deles estava apenas começando e que eles deveriam fazer alguns planos para tudo dar certo. E o que eles planejavam, eles alcançariam. Só que disso, eles ainda não sabiam.

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