21 de mar de 2012

rasga esse post e joga no lixo!

Os filmes românticos estragam você de alguma maneira.

Você é cativado pelo enredo. Em seguida, você se imagina no lugar dos personagens. Pouco depois, por mais distinta da sua realidade que seja a história, você começa a transpor os acontecimentos pra sua vida real. Então, mais rápido do que você imagina, a sua vida real vai adquirindo alguns comportamentos da mocinha ou do mocinho. E você espera as conflitos da vida a dois serem superados pelo amor e todas as besteiras cometidas por horas desfechar num final feliz.

Quando eu era criança, queria ser escritora de romances. Acho que já falei disso por aqui. Eu sempre acreditei no amor e acredito piamente ainda. Mas sabe quando tem um buraco enorme no seu coração e você passa a parecer mais com a menina angustiada porque não tem ninguém, do que a mocinha corajosa e heroína, personagem principal da história? Pois é.

Hoje um casal amigo comemora quase um ano juntos e, apesar da sincera felicidade que sinto ao vê-los 'dando certo', sinto uma certa inveja e pena de mim mesma. Não sintam pena de mim, eu já sinto o suficiente. Mas não sou mais a mesma menina cheia de esperança que assistia e lia história de romances e se via nele. Antes eu pensava algo do tipo "vai ser assim comigo" e hoje a idéia é "por que não eu" e uma porrada de lágrimas.

Não é que eu esteja esperando um príncipe encantado. Calma! Não é nem que eu esteja esperando alguém. É que eu me faço um monte de pergunta pra entender porque há tanta frustração nesse coração tão pequeno e quem sabe seguir tranquila na vida, ainda que sozinha. Por que as pessoas não se entregam mais? Por que a gente faz do ego o nosso universo e ai do outro se não couber lá? Por que a gente se descarta, se afasta e desiste de seguir de mãos dadas? E por que eu quero tanto que haja amor independente de tudo? Por que eu faço tanta questão disso? Eu devo ter me contaminado por todas as histórias de amor que li durante a adolescência ou devo ter corrido atrás de romances inventados porque eu já nasci contaminada com a idéia de que o amor é o mais importante.

Eu não sei quando foi que eu perdi as esperanças e eu também não sei se perdi por completo, mas me deixa falar sobre isso, por mais deprimente que eu pareça, porque esses desabafos são a razão da minha sanidade e vontade de viver.

Um comentário:

Janayna disse...

já me questionei sobre a influência desses filmes de super amor... eles são realmente péssimos para quem busca o amor. não existe exemplos para o amor, ou uma maneira certa de se encontrar o amor. existem pessoas, momentos, vontade de ficar perto. o resto é história demais, invensão demais, balela demais. existindo o amor, tá feito.