18 de mar de 2012

inacabado

andei me perguntando o que seria menos ruim o final ou o inacabado. andei me perguntando tanta coisa nos últimos dias que a minha cabeça já tem posts até o final de 2012 sobre essas perguntas, sobre algumas respostas e sobre não ter respostas sobre as coisas.

talvez eu devesse me perguntar menos, me cobrar menos e até sonhar menos.

ou talvez, e mais fácil, eu devesse exigir menos (de mim e dos outros) dessa coisa ideal de esperar que sejamos sempre bons, corajosos, altruístas e magnânimos. parei nessa pergunta se o inacabado não incomodaria mais do que o final. ou se o final doeria tanto e deixaria uma marca tão forte que seria melhor que ele nem existisse.


não é a mesma coisa de uma parede que precisa secar para levar mais uma mão de tinta. não é uma reforma na casa, entende?


falo de fechar um ciclo para poder começar o outro. obviamente é a coisa certa. mas quem disse que eu quero virar a página e seguir em frente?


tem coisa que precisa de ponto final, tem coisa que pode seguir bem se não tiver completo. é como se o feio, o incongruente, o confuso e o vir a ser tivessem finalmente o seu lugar. e eu gosto da idéia.


ficamos sempre nessa busca pela segurança e pelo equilíbrio, em fazer o que é o obviamente certo de fazer, em tomar as decisões racionais, sensatas e lógicas.


tem coisa que precisa de foco, um começo, um ápice, um meio e um fim. tem coisa que pode seguir inacabado e esse será seu próprio fim. e eu gosto da idéia...

Um comentário:

Janayna disse...

http://infinitocomletras.blogspot.com.br/2012/03/ponto-paragrafo.html



as vezes o fim não é nem o começo...