03/12/2011
tem dias que você só quer voltar pra casa, entrar no quarto, trancar a porta, sentar na cama e chorar copiosamente. tem dia que parece que seu lugar é outra cidade, outro país, outro mundo. tem dias que você percebe que o mundo está cheio de gente transbordando alegria e mais um bocado contendo angústia que não cabe numa estatura baixa e sabe exatamente onde está. tem dias que a autopiedade, embora tão demente, é a única coisa sempre presente. tem dias que o corpo tranquilo, a voz baixa e a aparência tranquila, só quer correr, gritar e extravasar, pra ver se toda a calma e serenidade de antes volta depois de expulsar os medos. tem dias que se sentir sozinho é tão libertador e tem dias que parece comprimir você o suficiente para caber dentro de uma lágrima. tem dias que escrever é um alívio, porque é certo que não há ouvido e cabeça que consigam absorver tanta agonia vinda de um único ser. tem dia que você se obriga a fazer um retrospectiva e descobre que fez tudo errado e por mais que ainda venham dias pra corrigir, o tempo passou e essa hora já é tarde, é noite, ou é dia e nada faz diferença, nem que horas são.
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1 comentários:
Uma simplicidade,uma serenidade,umas palavras que dizem tudo.
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