1 de jun de 2011

menor que três



Eu sempre falei, escrevi e pensei sobre amor, desamor, saudade e distância. Esse blog está cheio dessas coisas e outros mimimis. Mas hoje eu vim contar que de repente alguém desperta seus melhores sentimentos, e que com os dias contados, seus melhores sentimentos se confudem, se anulam, se escondem e depois se soltam. Então vem aquela sensação maluca de que a pessoa é certa, a hora é errada e o que fazer visto que em breve não haverá nem pessoa, nem hora. Então, cada dia contado é dia para ficar ao lado. É a hora certa porque a ampulheta segura os últimos grãos e o tempo passa, só não passa essa alegria presente. Então cada grãozinho que desce é um beijo, um sorriso, uma declaração e andar de mãos dadas. Cada minutinho, os últimos, os melhores, tem surpresas, carinho, dedicação e atenção. Então acaba, e tem lágrimas misturada com sorriso, tem adeus, tem até breve, tem eu te amo. E o sentimento de fim não existe, porque os seus melhores sentimentos ainda estão acordados, centrados, incertos, mas vivos. É a hora certa porque viramos a ampulheta para contar o tempo novamente e ainda que haja saudade, distância e outros mimimis que gostamos, enquanto houver esse sentimento, o melhor de todos os que já vivemos em tão pouco tempo, haverá um coração querendo abraçar e acelerar junto. Então não acabou.