13 de mai de 2011

ainda quero

Essa quase certeza que é amor ou algo bem perto disso não faz sentido. Sendo bem sincera, você não é o melhor cara pra mim. Ontem fiquei me lembrando das últimas paixões avassaladoras e doloridas que tive, e tentando descobrir como elas passaram. E assim, quem sabe, encontrar pontos comuns e alguma maneira inteligente de simplesmente parar de pensar em você e de te desejar. Li histórias, ouvi músicas, compus um poema e chorei. Achei fotografias, bilhetes, post-its, trechos grifados, textos marcados e anotações em cantos de páginas. Citei nomes, relembrei minhas próprias histórias, parafraseei amigos. Tentei colocar todos os homens que eu achava que tinha amado até hoje, tentando entender qual era a minha lógica para sair de uma paixão dolorosa para um amor tranquilo ou para amor nenhum, qualquer coisa que não doesse, qualquer coisa. E não encontrei lógica alguma. Sendo bem sincera, essa liberdade não é a melhor coisa para mim. Embora voluntária, cheia de racionalidade e de argumentos, todos frágeis diante da imensa vontade de me prender em teus braços, essa liberdade que eu amo e que estou a questionar. Eu sei que você não é o melhor cara, não traz a paz e a segurança que eu espero, é complicado, é inseguro, é volúvel e covarde, nem mesmo me procura, não me corresponde, não me diz o que eu preciso e nem sei se diz o que tem vontade. Escrevendo fica ainda mais difícil entender porque te desejo tanto. Se fosse só atração nas tuas costas largas, no teu belo sorriso e no teu olhar doce, outras pessoas me cativariam com os mesmos e muitos outros atributos. Se fosse obsessão e não sentimento, já seria o tempo de passar, mas não passa. Esse frio na barriga que sempre volta, esses apegos nos menores momentos, essas lembranças recentes de coisas proibidas, de beijos, de desejos, de calores e de sorrisos, essa vontade de mais e esse sonhos persistentes, esse querer que insiste em voltar. E é preciso que você saiba que cansei de viver momentos maravilhosos com outras pessoas, pensando por que não podiam ser com você. E se é preciso e possível concluir, o que eu te diria? Eu quis tanto ser tua, quis tanto ser especial aos teus olhos. Quis tanto te dar carinhos e receber os teus. Quis te ter sem precisar te chamar. Quis que a tua presença fosse algo mais além de desejar. Quis tanto que viesse naturalmente e fiquei quieta esperando e sonhando que os teus braços voluntariamente me puxassem ao teu abraço. E de tanto querer, nada fiz e não tive. Mas tanto querer eu tinha e tudo mais que eu tinha, queria te dar. E ainda quero.

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